Polícia confirma que corpo carbonizado é de grávida desaparecida em Cachoeiro

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Juliana Paulo Pinto, de 29 anos, estava grávida de quatro meses. Ex-companheiro e outra mulher foram presos em flagrante, enquanto a Polícia Civil investiga o caso como possível feminicídio e apura as circunstâncias da morte.

Por O JORNAL

A Polícia Civil do Espírito Santo confirmou nesta quarta-feira (14) que o corpo encontrado carbonizado em uma área rural de Cachoeiro de Itapemirim pertence a Juliana Paulo Pinto, de 29 anos, que estava grávida de aproximadamente quatro meses. A jovem estava desaparecida desde a madrugada da última segunda-feira (12).

O corpo foi localizado na região de Monte Líbano, após diligências realizadas pela equipe da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Cachoeiro. Dois suspeitos, um homem de 31 anos, apontado como ex-companheiro da vítima, e uma mulher de 24 anos, foram presos em flagrante.

De acordo com as informações divulgadas pela Polícia Civil, os dois foram autuados por ocultação de cadáver. A autoridade policial também representou pela prisão temporária dos investigados, diante da suspeita de envolvimento nos crimes de feminicídio e aborto sem consentimento. O pedido foi encaminhado ao Poder Judiciário para análise.

Imagens de câmeras ajudaram a esclarecer os deslocamentos

A investigação avançou após os policiais reunirem informações sobre o desaparecimento e analisarem registros de videomonitoramento.

Segundo a Polícia Civil, familiares de Juliana prestaram depoimento e relataram um histórico de conflitos entre a jovem e o ex-companheiro, além de ameaças anteriores. Os investigadores passaram, então, a reconstruir os últimos deslocamentos da vítima e a confrontar as informações apresentadas pelos suspeitos.

Imagens de um posto de combustíveis foram decisivas para direcionar as diligências. Os registros mostraram um veículo relacionado à investigação abastecendo e, posteriormente, seguindo em direção à região rural de Monte Líbano, onde o corpo foi encontrado.

O delegado Felipe Vivas, titular da DHPP de Cachoeiro de Itapemirim, informou que as imagens também apresentaram contradições em relação à versão fornecida por um dos investigados.

A partir desses elementos, as equipes policiais intensificaram as buscas na região e localizaram o corpo em avançado estado de carbonização.

Desaparecimento começou na madrugada de segunda-feira

Juliana estava desaparecida desde a madrugada de 12 de outubro. O sumiço foi comunicado à Polícia Civil pelo atual companheiro da jovem.

Conforme relatos de familiares divulgados anteriormente, o ex-companheiro teria ido à residência para visitar um dos filhos. Juliana teria descido para conversar com ele, acompanhada da criança. Ainda segundo os parentes, houve um desentendimento durante o encontro.

O último contato conhecido da jovem com o filho ocorreu por volta das 2h55 de segunda-feira, por meio de uma mensagem. Depois disso, os familiares não conseguiram mais notícias sobre seu paradeiro.

A família passou a divulgar informações nas redes sociais e a pedir ajuda para localizá-la. A confirmação da morte, nesta quarta-feira, transformou a busca pela jovem em uma investigação criminal.

Polícia apura possível feminicídio

A Polícia Civil informou que o caso é investigado sob a hipótese de feminicídio, além de outros crimes. A participação individual dos suspeitos, a dinâmica da ocorrência e as circunstâncias da morte ainda estão sendo apuradas.

A investigação deverá reunir os resultados dos exames periciais, depoimentos e demais elementos necessários para esclarecer o que aconteceu com Juliana e estabelecer eventuais responsabilidades criminais.

A corporação informou que não divulgará outros detalhes neste momento, a fim de preservar o andamento das diligências.

Os suspeitos permanecem submetidos aos procedimentos legais, e os pedidos relacionados à prisão temporária dependem de decisão judicial. A condição de investigados não equivale a condenação.

A morte de Juliana, em meio à gestação de aproximadamente quatro meses, causa comoção em Cachoeiro de Itapemirim e reforça a gravidade da violência contra as mulheres. O caso segue sob investigação da Polícia Civil.

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