Manifestação na Avenida Paulista reuniu milhares de pessoas neste domingo; movimentos estudantis ampliam mobilização a duas semanas do segundo turno
As mobilizações em apoio à candidatura à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ganharam força neste fim de semana e levaram milhares de apoiadores às ruas de diferentes cidades brasileiras. Em São Paulo, a Avenida Paulista foi palco, neste domingo (11), da chamada Marcha pela Democracia, marcada pela presença de estudantes, movimentos sociais, artistas e lideranças políticas.
O ato teve concentração nas proximidades do Museu de Arte de São Paulo (MASP) e previsão de caminhada até a Praça Roosevelt. Imagens e relatos publicados pela imprensa indicaram a ocupação de vários quarteirões da avenida, com participação expressiva de jovens. Até a divulgação das primeiras notícias, não havia estimativa oficial consolidada do público.
A mobilização foi convocada por organizações estudantis, movimentos sociais e partidos de esquerda. Entre as pautas defendidas estavam a defesa da democracia, o fortalecimento da educação pública, a soberania nacional e o fim da escala de trabalho 6×1. O ato também teve caráter eleitoral, com o objetivo de ampliar o engajamento de apoiadores de Lula para o segundo turno, marcado para 25 de outubro.
Estudantes ganham protagonismo
A participação estudantil tem sido um dos elementos centrais da nova fase de mobilizações. A União Nacional dos Estudantes (UNE) declarou apoio à candidatura de Lula no segundo turno e convocou manifestações em diferentes estados.
Na quarta-feira (7), milhares de estudantes e trabalhadores participaram de um ato no centro do Rio de Janeiro, com concentração na região da Candelária e caminhada até a Cinelândia. Dois dias depois, na sexta-feira (9), estudantes também ocuparam ruas do centro de Belo Horizonte, em uma manifestação organizada por movimentos estudantis e apoiadores do presidente.
As manifestações integram uma mobilização nacional que se espalhou por universidades, praças e espaços públicos. Além do apoio eleitoral, os participantes têm apresentado reivindicações relacionadas à educação, à assistência estudantil e à manutenção de políticas sociais.
Campanha entra na reta decisiva
A intensificação dos atos de rua mostra que a disputa presidencial também se desenvolve fora dos palanques tradicionais, com participação de organizações estudantis, movimentos sociais e lideranças políticas. As próximas semanas devem concentrar novas agendas públicas e iniciativas de mobilização, em meio à busca das candidaturas por votos para a decisão de 25 de outubro.
Mais do que manifestações de apoio, os atos refletem a tentativa de cada campo político de mobilizar sua base e ampliar o diálogo com eleitores ainda indecisos ou que não participaram do primeiro turno.























