Valmir Santana Ribeiro cumpria pena de mais de 67 anos pelo latrocínio de Cacilda Vetoraci Duarte e Luiz Geraldo Duarte Ignez; Sejus trata ocorrência inicialmente como suicídio
O detento Valmir Santana Ribeiro, de 39 anos, condenado pelo assassinato dos sogros do ex-prefeito de Cachoeiro de Itapemirim, Victor Coelho, foi encontrado morto nesta quarta-feira (23), dentro da Penitenciária Regional de Cachoeiro de Itapemirim, no Sul do Espírito Santo.
Segundo informações da Secretaria de Estado da Justiça (Sejus), a ocorrência foi comunicada à família e a Polícia Civil foi acionada para apurar as circunstâncias da morte. O caso é tratado inicialmente como suicídio, conforme informou o órgão responsável pelo sistema prisional.
Condenado a mais de 67 anos
Valmir cumpria pena de 67 anos, 5 meses e 24 dias de prisão, em regime fechado, pelos crimes de latrocínio e maus-tratos a animais. A condenação ocorreu em maio de 2025, quando a Justiça também condenou Adriana de Souza Santos a 65 anos, 6 meses e 14 dias. Somadas, as penas ultrapassam 132 anos.
O casal foi responsabilizado pela morte de Cacilda Vetoraci Duarte, de 77 anos, e Luiz Geraldo Duarte Ignez, de 80, pais de Keila Vetoraci, esposa de Victor Coelho.
Crime no Hotel Duarte
O crime aconteceu em 8 de outubro de 2024, no Hotel Duarte, no bairro Baiminas, em Cachoeiro, onde as vítimas moravam e trabalhavam. Segundo o Ministério Público do Espírito Santo, os acusados se hospedaram no estabelecimento e, posteriormente, atacaram o casal. Dois cães das vítimas também foram mortos.
Após o crime, Valmir foi localizado e preso quando deixava o local utilizando o carro das vítimas. Adriana também foi presa posteriormente. As investigações apontaram que o objetivo era roubar o estabelecimento.
A Justiça considerou os dois responsáveis pelos crimes de latrocínio e maus-tratos a animais, impondo as penas em regime fechado.
Valmir permanecia preso desde outubro de 2024. Ele já havia passado pelo sistema prisional anteriormente, entre dezembro de 2019 e maio de 2024, por outros crimes.
A Polícia Civil deverá esclarecer as circunstâncias da morte do detento.

























