Carreata com centenas de carros em Jacarandá expõe força de mobilização e reacende debate sobre a falta de representação política do Sul capixaba
MARATAÍZES – A carreata que reuniu centenas de carros em Jacarandá, na zona rural de Marataízes, pode ter sido o principal retrato de uma semana de intensa movimentação política de Marcão Vivácqua (AGIR) pelo Sul capixaba.
O candidato percorreu municípios, participou de encontros e buscou ampliar sua rede de apoiadores em Muqui, Atílio Vivácqua, Presidente Kennedy e Itapemirim, além de Marataízes. A articulação também avança em Piúma, Anchieta, Rio Novo do Sul, Iconha e Cachoeiro de Itapemirim, maior colégio eleitoral da região.
A movimentação revela uma estratégia que começa a chamar atenção nos bastidores: transformar uma candidatura inicialmente localizada em um projeto eleitoral de alcance regional.
E o discurso é direto: o Sul precisa voltar a eleger representantes da própria região.
UM VÁCUO POLÍTICO QUE MARCÃO QUER OCUPAR

O Sul capixaba já chegou a ter até três deputados estaduais em uma mesma legislatura, mas perdeu espaço político ao longo das últimas décadas. Paralelamente, muitos eleitores passaram a direcionar seus votos para candidatos de outras regiões do Estado.
É nesse vácuo que Marcão tenta crescer.
A aposta é transformar o descontentamento com a perda de representatividade em mobilização, defendendo que os votos do Sul sejam utilizados para fortalecer uma representação política identificada com as demandas regionais.
A CONTA QUE COMEÇA A PREOCUPAR
Uma candidatura com forte discurso regional pode mexer diretamente na matemática eleitoral.
Se parte dos votos que tradicionalmente são destinados a candidatos de fora começar a se concentrar em um nome identificado com o Sul, grupos políticos que já possuem bases consolidadas na região terão de refazer suas contas.
Ainda é cedo para falar em vencedores ou derrotados. A eleição será decidida pelas urnas.
Mas a sequência de agendas, encontros com lideranças e, principalmente, a mobilização em torno de seu nome, produz um sinal que dificilmente será ignorado.
Marcão está tentando transformar apoio local em força regional.
E o desafio agora é levar esse movimento para uma região muito maior: de Marataízes a Cachoeiro de Itapemirim, passando pelo litoral e pelo interior sulista.
O SUL VAI VOTAR NO SUL?
Essa é a pergunta que começa a ganhar espaço.
Marcão ainda precisa transformar carreata em votos, apoio em estrutura e articulação em resultado eleitoral.
Mas sua estratégia já colocou uma questão incômoda na mesa dos grupos tradicionais: “O Sul do Estado quer voltar a ter voz e ser ouvido”


























