Manifestantes também denunciam despejos e temem novos incêndios florestais
Milhares de manifestantes marcharam em Buenos Aires e várias cidades da Argentina no domingo (2) contra um projeto de lei que removeria os limites à propriedade estrangeira de terras rurais do país.
Críticos alertam que o projeto dá carta branca ao capital estrangeiro para se apropriar das terras, estimula os depejos, recompensa os incêndios no campo e torna impossível a ação do Estado em prol do bem comum. O governo do presidente Javier Milei argumenta que o chamado “Projeto de Inviolabilidade da Propriedade Privada” atrairá investimentos.
Os grupos indígenas se mobilizaram contra o que classificaram como uma ameaça a seus territórios ancestrais. “O projeto de Milei faz parte do processo de neocolonização e dominação total que Trump, os EUA e o capital financeiro querem para todos os nossos povos”, denunciou Beverly Keene, integrante do Jubileu Sul/Américas, de acordo com declarações divulgadas pela agência ComunicaSul.
“Esse projeto faz parte do processo de colonização, de neocolonização e dominação total que Trump, os Estados Unidos e o capital financeiro querem para todos os nossos povos, seja aqui da Argentina, do Brasil, Peru ou Bolívia. Seja para a nossa América Latina, na África, na Ásia, é o mesmo”, afirmou Keene.
Os manifestantes também denunciaram a influência do sionismo sobre o governo Milei. “Terra não se vende! Nem sionismo, nem imperialismo! Não à escravidão”, disseram os manifestantes, de acordo com a agência.
Diante das intenções do governo de Javier Milei de avançar na estrangeirização das terras, a bancada da União pela Pátria (Unión por la Patria) na Câmara dos Deputados apresentou um projeto de lei para restringir a venda de terras a estrangeiros. Já o projeto do governo continua sem obter os votos necessários para sua aprovação no Senado, onde sua discussão foi adiada para 6 de agosto.
























