Governo Trump pede que Suprema Corte restrinja voto por correio

Por

G1

Facebook
X
LinkedIn
WhatsApp
Threads

Eleitor do Colorado, deposita cédula com voto em eleições presidenciais nos Estados Unidos na terça-feira (3), na cidade de Rollinsville. O estado também votou em uma proposta que limitaria o aborto até a 22ª semana de gestação. — Foto: Jason Connolly / AFP

O departamento de Justiça dos Estados Unidos pediu à Suprema Corte do país que autorize a entrada em vigor de um decreto que dificulta o voto através dos correios no país. O pedido acontece meses antes da realização das eleições de meio de mandato, previstas para novembro deste ano.

No último sábado, um tribunal de apelações manteve a decisão que suspendeu a medida em 23 estados e no Distrito de Colúmbia, onde o decreto foi contestado. O órgão do governo de Donald Trump pede que as mudanças entrem em vigor enquanto o caso segue em análise.

Assinado por Trump em março, o decreto determina a criação de uma lista federal de cidadãos aptos a votar por cirrespondência, elaborada pelo Serviço de Cidadania e Imigração dos EUA (USCIS) e pela Administração da Seguridade Social. O texto também estabelece que as cédulas enviadas pelo correio sejam entregues apenas às pessoas incluídas nesse cadastro.

Os estados que acionaram a Justiça argumentam que a Constituição americana atribui aos estados e ao Congresso, e não ao presidente, a competência para definir as regras das eleições.

Em junho, uma juíza federal suspendeu a aplicação do decreto para os estados autores da ação nas eleições de novembro.

Trump afirma que a medida tem como objetivo impedir o voto de pessoas sem cidadania americana. Segundo autoridades e estudos citados no processo, é raro que isso aconteça nos Estados Unidos, ainda que a ação já esteja tipitficada como crime passível de deportação.

Título de eleitor e cidadania

Em 25 de março, o presidente dos Estados Unidos assinou o decreto que determinava a prova da cidadania como condição obrigatória para que eleitores votem no país. No documento, Trump até citou o Brasil e a Índia como bons exemplos na identificação de eleitores regulares, através da biometria.

“A Índia e o Brasil, por exemplo, estão vinculando a identificação do eleitor a um banco de dados biométrico, enquanto os Estados Unidos dependem amplamente da autodeclaração de cidadania”, dizia o documento.

O texto previa que os departamentos de Segurança Interna (DHS), de Estado e a Administração da Seguridade Social fornecessem aos estados o acesso ao banco de dados federal.

Ainda para impedir possíveis fraudes eleitorais, o decreto condicionava o financiamento federal aos estados que seguissem os padrões de votação estabelecidos e previa mudanças para impedir a contagem de votos recebidos após o Dia da Eleição — algo que também já é proibido, mas que, segundo o documento, não é devidamente checado.

Votação por correspondência

Dias depois, o republicano assinou outro decreto para endurecer regras do voto pelo correio no país, determinando que o governo federal crie uma lista de cidadãos confirmados e elegíveis para votar em cada Estado.

O texto prevê que cédulas de votação por correio sejam enviadas apenas a eleitores incluídos nas listas estaduais de voto por correspondência e exige o uso de envelopes considerados seguros, com códigos de barras individuais para rastreamento.

Especialistas avaliam que qualquer tentativa de impor mudanças aos sistemas eleitorais, administrados pelos Estados, deve enfrentar contestação judicial imediata.

Há anos, Trump sustenta, sem provas, que a derrota nas eleições de 2020 foi resultado de fraude eleitoral generalizada.

Mais Notícias

POLÊMICA

Macron critica comentários deselegantes de Trump sobre sua esposa

POLÊMICA

Secretário de Educação de Marataízes responde críticas de vereadores e lança desafio

POLÊMICA

Polêmica: Associação Americana do Coração ressuscita teoria de que beber moderadamente pode ser bom para a saúde

POLÊMICA

Em sessão nervosa, vereador reafirma denúncias da existência de uma quadrilha atuando na PMM

POLÊMICA

Polêmica: Câmara de Guarapari determina serviço home-office para 50% de seus servidores

POLÊMICA

Prefeita de cidade do Maranhão cancela carnaval e anuncia festival gospel no lugar

POLÊMICA

Pedido de vista adia votação da PEC das Praias na CCJ do Senado

POLÊMICA

Manifestação de presidente da Câmara de Marataízes abre polêmica com servidores

POLÊMICA

Após ofensa de Milei, Espanha convoca embaixador na Argentina

POLÊMICA

Governadores e prefeitos de capitais defendem vacinação de crianças contra a Covid

POLÊMICA

Governadores e prefeitos de capitais defendem vacinação de crianças contra a Covid

POLÊMICA

Cúpula da PF teme reação política contra irmãos Gomes

POLÊMICA

Cúpula da PF teme reação política contra irmãos Gomes

POLÊMICA

Trump recorre à Justiça para bloquear acesso a documentos sobre ataque ao Capitólio

POLÊMICA

Trump recorre à Justiça para bloquear acesso a documentos sobre ataque ao Capitólio

POLÊMICA

Em coletiva, reitor explica prejuízos da proposta de fracionar a Ufes

POLÊMICA

Bolsonaro ataca Coronavac e quer fim da obrigatoriedade de máscaras

POLÊMICA

Príncipe Harry escreverá livro explosivo sobre a vida na realeza

POLÊMICA

Príncipe Harry escreverá livro explosivo sobre a vida na realeza

POLÊMICA

Câmara de Cachoeiro pede suspensão de cobrança do IPTU