O deputado Marcelo Santo, presidente da Assembleia Legislativa do Espírito Santo, e pré-candidato à deputado federal, concedeu uma entrevista ao O JORNAL Online, falando sobre a trajetória de seu mandato e apontando como pensa seus próximos passos no atual momento político pré-eleitoral.
01- Deputado, quais seriam suas prioridades, uma vez eleito para a Câmara Federal?
Quero contribuir para que Brasília esteja mais conectada com a realidade do país e menos presa a debates que não entregam resultado para quem está na ponta.
Segurança pública, desenvolvimento regional e ambiente de negócios são pontos que queremos avançar. Não dá mais para discutir o país apenas na superfície, enquanto o cidadão lá na ponta enfrenta crime, falta de oportunidade e excesso de burocracia.
O Espírito Santo já mostrou que quando há responsabilidade e diálogo institucional, as coisas avançam. Quero levar esse modelo para o Congresso: menos discurso ideológico e mais resultados para a vida das pessoas.
02- O senhor teve um papel preponderante neste avanço conquistado pelo Espírito Santo nos últimos dois mandatos de Casagrande, onde sob sua condução a Ales se colocou como parceira do Estado. Continua com a ideia de que o caminho para novas conquistas estão bem pavimentados agora com o governador Ricardo Ferraço?
O Espírito Santo avançou porque trabalha com estabilidade institucional e foco em resultado, não em disputa política.
A Assembleia fez seu papel de colaborar com o desenvolvimento do Estado sem abrir mão da independência. Isso criou um ambiente onde políticas públicas saíram do papel.
O governador Ricardo Ferraço conhece profundamente essa engrenagem. É alguém que entende que gestão pública não pode ser refém de vaidade política, mas de entrega.
03 – Nas últimas eleições para a Ales o senhor conquistou votos em todos os 78 municípios capixabas. Espera repetir o desempenho agora para a Câmara Federal?
A confiança que recebi em todos os municípios é algo que carrego com muita responsabilidade.
Mas eleição não é sobre repetir número, é sobre continuar sendo coerente com aquilo que se defende.
O que eu faço é com presença e trabalho. Não é campanha de ocasião. É construção diária.
04 – Falando ainda sobre sua atuação no atual mandato, quais iniciativas destacaria como as mais relevantes?
A Assembleia hoje é outra. Mais moderna, mais transparente e, principalmente, mais próxima das pessoas. Ela deixou de ser um espaço distante e passou a estar presente no dia a dia dos municípios.
No meu mandato, isso ficou ainda mais claro na relação com os agricultores, por exemplo. Homens e mulheres do campo, que antes viam o trabalho do Legislativo de longe, hoje são atendidos pelo nosso Arranjos Produtivos, que já levou incentivos e conhecimento técnico para mais de 25 mil agricultores.
Outro ponto importante é o relacionamento institucional. A Assembleia atua com equilíbrio, respeitando os Poderes e estimulando o diálogo. Sem disputa, sem ruído desnecessário. Entendemos…
05- Deputado, sua trajetória política já é bastante conhecida pelos capixabas, sempre pautado pelo tratamento republicano que oferece. Sabemos que alcançando o objetivo de chegar à Câmara Federal, irá olhar para todo Estado. No entanto, gostaríamos de saber se, especificamente para a Região Sul, existem pautas que irá defender, dado as demandas locais. Se sim, poderia citar algumas?
O Sul do nosso Espírito Santo é um gigante econômico, mas que ainda precisa superar algumas barreiras para alcançar todo o seu potencial de desenvolvimento.
Entendo que, na Câmara Federal, o debate precisa ir além da superfície. Não é só sobre anunciar projetos, mas sobre mexer nas estruturas que hoje tornam mais difícil a vida de quem investe, produz e gera emprego na região.
O Porto Central é um bom exemplo disso. Ele tem potencial para reposicionar o Espírito Santo na logística nacional, mas depende de conexão, acesso e planejamento ao redor.
O Distrito Industrial de Cachoeiro também entra nessa lógica. Ele só cumpre seu papel se estiver integrado a uma estratégia maior de desenvolvimento, com infraestrutura e ambiente adequado para novos investimentos.
Vamos tratar a competitividade. Sem encarar esse tema de forma direta, o Sul segue com potencial, mas competindo em condições menos equilibradas em relação a outras regiões. O desafio é reduzir essas distâncias e garantir condições mais justas para que a região possa competir, crescer e se desenvolver no seu próprio ritmo.
06- Deputado, gostaríamos de agradecer e oferecer este espaço para suas considerações finais para os leitores de O JORNAL ONLINE
O Espírito Santo precisa continuar olhando para frente com responsabilidade e menos ruído político.
A política não pode ser refém de disputas ideológicas ou de debates que não chegam na vida das pessoas. O que importa é resultado: leis mais eficientes, segurança pública mais firme e um ambiente mais favorável ao desenvolvimento.
O Estado já mostrou que, quando há seriedade institucional, os avanços acontecem.
É nesse caminho que acredito: um Espírito Santo mais forte, com mais responsabilidade, mais seguro e mais competitivo, com oportunidades reais para a população.








