Dezenas de famílias integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) ocuparam nesta sexta-feira (29), um terreno localizado em Nova Safra, que fica na divisa dos municípios de Itapemirim e Cachoeiro de Itapemirim.
Assim que começaram a ocupação, o prefeito de Cachoeiro, Theodorico Ferraço, gritou acusando o movimento de invasão de terreno particular e dizendo que iria tomar providências junto ao Governo do Estado para garantir a desocupação da área.
A vereadora Renata Fiorio (PP), ex-secretária de Saúde da atual administração cachoeirense também condenou o movimento – “Estas terras tem dono. O proprietário é um empresário e paga seus devidos impostos sobre a terra”, disse ela sem nomear o dito proprietário.
As lideranças do movimento negaram a invasão e afirmaram se tratar de uma ocupação de terras devolutas, pertencentes à União, o que foi confirmado pela superintendente do Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) no Espírito Santo, Maria da Penha Lopes dos Santos. Ela disse que os ocupantes estão em uma área que está sob jurisdição e responsabilidade da União.

Mapa do assentamento Nova Safra e indicação do ponto ocupado pelas famílias – Foto: Incra-ES
A superintende disponibilizou um mapa demarcatório do assentamento Nova Safra, que abrange partes do município de Cachoeiro e de Itapemirim, demonstrando o ponto exato em que as famílias do MST passaram a ocupar.
Ainda conforme adiantou os líderes do MST, antes de ocuparem a área, houve uma conversa com o Incra que fez as orientações para o deslocamento até Nova Safra.
Theodorico Ferraço, por sua vez, fez uma publicação dizendo que “tomou conhecimento” da “movimentação do MST em uma área privada próximo à Safra”. A partir disso, acionou “o governador Ricardo Ferraço [MDB], que está informado da situação e tomará as medidas necessárias dentro da legalidade, garantindo a segurança, a ordem, e o respeito ao direito de propriedade”.


