Ações da Igreja Católica destinadas a recuperar e reinserir na sociedade pessoas em estado de abandono nas ruas de Vitória poderão ser beneficiadas com aprovação pela Assembleia Legislativa do Projeto de Lei (PL) 479/2024 ocorrida na sessão ordinária híbrida desta quarta-feira (20).
A medida declara de utilidade pública a Associação de Apoio à Pastoral do Povo de Rua da Paróquia Santa Rita de Cássia da Arquediocese da capital, que funciona na Praia do Canto.
Com a decisão, explicou o deputado Mazinho dos Anjos (MDB), autor do projeto, a entidade fica apta a receber subvenções do governo do Estado e da prefeitura de Vitória para ampliar suas atividades.

Mazinho destacou que o grupo que atua nesse tipo de ação faz trabalho não apenas de dar alimentação, mas consegue resgatar alguns “moradores de rua”, principalmente dependentes químicos, encaminhando-os para abrigos da Igreja, tirando-os do uso drogas e auxiliando-os na qualificação para o mercado de trabalho.
“O apoio do Estado e da prefeitura de Vitória é muito importante para o trabalho de resgate social que vem sendo realizado pela Paróquia da Praia do Canto na ajuda às pessoas que vivem nas ruas. Estatísticas mostram que nos últimos anos dobrou o número destas pessoas em estado de abandono, e se esse trabalho for ampliado, poderemos pelo menos mitigar esse problema”, salientou o deputado, que participou da reunião de maneira virtual.
Dados
Levantamento nacional feito pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) aponta que o Espírito Santo registrou, em 2025, 4.426 pessoas em situação de rua, alta de 14% em comparação com 2024.
Conforme a sondagem realizada pelo Observatório Brasileiro de Políticas Públicas com a População em Situação de Rua – ligado à UFMG – Vitória registrou 500 pessoas vivendo nas ruas em outubro de 2025.
O município da Serra, na Região Metropolitana, aparece em primeiro lugar no ranking com 942 pessoas nestas condições, seguido de Vila Velha (608) e Cariacica (340).
No país, são 358.553 pessoas (outubro de 2025), ou seja, um aumento de 9% em relação ao ano anterior. A Região Sudeste concentra a maior parte dos registros (61%), impulsionada, principalmente, pelos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.


