Wendel Lima rompe parceria política com prefeito de Guarapari

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Wendel Lima alegou que o rompimento se deu por nunca ter havido reciprocidade no relacionamento político

O presidente da Câmara de Vereadores de Guarapari, Wendel Lima (PTB), anunciou, durante sessão que marcou a reabertura dos trabalhos legislativos após o recesso, seu rompimento político com o prefeito Edson Magalhães.

Em discurso que durou cerca de 20 minutos, Wendel fez a declaração enumerando vários pontos que o levaram a tomar esta decisão, entre os quais ele destacou a falta de reciprocidade e lealdade por parte do prefeito.

Demonstrando muita mágoa com o chefe do executivo, o presidente da Câmara – “Eu digo que errei em 2017 e 2018, porque confundi a posição de presidente e ao mesmo tempo fiz o papel de líder de governo, exatamente por procurar ser fiel demais, por ter defendido uma bandeira demais. E o pior disso tudo, de pessoas que não recíprocas. De pessoas que com o passar do tempo foram covardes”, desabafou.

Segundo Wendel, seria burrice de sua parte continuar insistindo em uma parceria que só tem uma via – a dele para o prefeito, já que ao contrário isto nunca aconteceu – “Não me arrependo de nada que fiz, mas seria burrice permanecer me dedicando”, disse.

Seguindo o ‘rio de mágoas’, Wendel passou a criticar vários pontos da administração Magalhães. De acordo com ele a saúde oferecida é ruim, não há investimentos em turismo, além de ser uma administração que não é adepta ao diálogo.

Por fim, ele ainda sacramentou sua decisão de não mais se colocar politicamente ao lado do prefeito – “Não conte comigo para ser fingido. Confesso que foi bom enquanto durou, mas agora acabou”, enfatizou, concluindo que continuará ao lado da sociedade guarapariense, não deixando o sentimento pessoal atrapalhar a relação institucional entre os poderes.

Resumo da Ópera

De acordo com análise de comentaristas políticos da cidade, Wendel que disputou uma vaga para deputado estadual nas últimas eleições e não conseguiu ser eleito, esperava já receber a sinalização de apoio do prefeito para disputa da prefeitura da cidade em 2024, quando Edson, já em reeleição, deixa o comando do Executivo Municipal. Como o prefeito não declarou já este apoio, o vereador se viu preterido e literalmente "chutou o balde".

Ainda, conforme o mesmo analista, as consequências podem ser avassaladoras para o final da administração de Edson Magalhães, que poderá enfrentar grandes batalhas na Câmara de Vereadores, a menos que passe a fazer o que menos gosta, que é abrir diálogo com os demais vereadores da casa a fim de consiguir ampla maioria para mitigar problemas que possam eventualmente surgir no cenário.  

 

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